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quarta-feira, 3 de julho de 2013
Diretor da Stara Gilson Trennepohl ameaça retirar fábrica de tratores de Não-Me-Toque

Na manhã desta terça-feira (02), em entrevista exclusiva a Rádio Ceres, o diretor da Stara Gilson Trennepohl falou da construção da filial da empresa em Santa Rosa como também da organização da tradicional festa de final de ano para os colaboradores e comunidade regional. Na oportunidade, Trennepohl apresentou a indignação da empresa com a falta de atitude do poder público na construção do trevo de acesso a Lagoa dos Três Cantos e outras melhorias necessárias para o prosseguimento das obras da fábrica de tratores. "Estamos com dificuldades cada vez maiores aqui em Não-Me-Toque com relação à infraestrutura para comportar o crescimento que nós planejamos realizar"- afirmou Trennepohl. Segundo ele, há dois anos a direção está tentando resolver os problemas com habitação e não consegue, pelo descaso de algumas autoridades políticas. "Eles precisam se mexer. Se não tem como construir um trevo precisam ir atrás de investimentos. Isso é uma coisa pública, não é a Stara que precisa construir um trevo em uma rodovia, colocar o encanamento para trazer água. Fizemos uma reunião na última segunda-feira (01) e na próxima semana vamos repensar se construiremos realmente a fábrica de tratores em Não-Me-Toque."

Entre as dificuldades encontradas pelo diretor da Stara, ele destacou a construção do trevo na RS-332, que liga Não-Me-Toque a Lagoa dos Três Cantos como também o encanamento de água no condomínio da Stara que está sendo construído. "Estamos encontrando enormes dificuldades. Há quase um ano e meio estamos solicitando melhorias ao governo estadual e municipal no sentido que nos auxiliam para que possamos criar o nosso bairro. São quase 160 terrenos em que as pessoas poderão morar. Isso daria uma velocidade maior para o crescimento da nossa empresa, só que esbarramos em coisas absurdas. Até agora não temos água, não temos asfalto e já pagamos a construtora para executar a obra. Nós não conseguimos fazer o asfalto porque não temos água!" – desabafou Trennepohl.

 Diretor da Stara Gilson Trennepohl

Após desistir de construir uma planta na Argentina e cancelar uma parceria com uma empresa do país vizinho, a fabricante de maquinário agrícola Stara optou por ampliar duas de suas três unidades brasileiras. "Nós queremos colocar o pé em outra cidade, onde o polo metal-mecânico é desenvolvido e vamos levar uma parte da nossa produção para Santa Rosa e construir uma nova unidade lá. Aqui a situação é sempre 'não dá', 'não é possível', 'não vai', 'não tem dinheiro', enquanto que na primeira vez que falamos com o prefeito de Santa Rosa, já ganhamos o terreno de 14 hectares onde vamos construir a nova unidade da Stara. A construção começa dentro de 60 dias".

A previsão da empresa é ter capacidade para 8.000 tratores por ano até 2017 e alcançar R$ 2,2 bilhões em faturamento. Em 2012, a receita foi de R$ 695 milhões e a produção, de 18 mil máquinas. Atualmente, a Stara representa 50% da arrecadação de ICMS no município de Não-Me-Toque. Está na hora da nossa administração avaliar porquê o nosso mundo está reclamando. Pergunta se tem uma casa para e vender em Não-Me-Toque? Pergunta se tem um terreno para vender? É complicado quando se promete e não faz – conclui o diretor.
Fonte Rádio Ceres
http://www.radioceres.com.br/stara-cogita-transferir-fabrica-de-tratores-para-cascavelpr/

ATUALIZANDO  - Ao que parece a discussão em Não-Me-Toque está mais acirrada, pois os administradores municipais e  assessoria de imprensa da prefeitura deram uma entrevista à Rádio Ceres,  hoje as 17:30 sobre o impasse com relação a empresa STARA. Logo após a reprodução da entrevista da prefeitura, o empresário Gilson Trennepohl manifestou  interesse em falar também.

"Na tarde desta quarta-feira (03), após a manifestação do diretor da Stara Gilson Trennepohl ameaçando retirar a fábrica de tratores de Não-Me-Toque como também do Estado, o Secretário de Desenvolvimento, Promoção do Investimento, Mauro Knijnik em entrevista exclusiva a Rádio Ceres afirmou que o Estado trata como ‘prioridade urgentíssima’ a questão levantada pelo diretor da empresa. “Preocupou-nos muito esta situação. O Estado e o governo consideram o Gilson, a empresa Stara, como um patrimônio do Rio Grande do Sul. Com relação específica aos problemas que o diretor levanta, não foram entregues a mim, pois não era da minha pasta. Agora tomando conhecimento eu vou assumir o comando disso, realmente aconteceram algumas falhas de parte a parte, mas nós vamos resolver tudo num curto prazo. O governador já nos determinou e eu vou coordenar uma força tarefa pra acabar com essa novela” – destacou Knijnik."

Postado por WM Internet as 08:33 e tem 0 comentarios
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